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Saiba como usar diferentes farinhas sem glúten | Prato Livre

Saiba como usar diferentes farinhas sem glúten

Que hoje é possível encontrar farinhas de componentes como amêndoas e castanhas com facilidade, você provavelmente já sabe. Mas qual é a maneira correta de usá-las em suas receitas? Cada farinha tem um perfil único. As alternativas podem diferir no peso, na absorção, no amido, em proteínas e em fibras, o que faz total diferença na preparação.

Cozinhar com farinhas alternativas, além disto, abre um novo leque de sabores, texturas e cores. Confira a dica do especialista de hoje no artigo da nutricionista funcional, Adriana Stavro.

Farinha de amêndoas

Moída a partir de nozes cruas, é rica em proteína, vitaminas, cálcio, fibra e gorduras, tornando-a a mais nutritiva de todas as farinhas alternativas. Ela produz cores suaves, leves e seu alto teor proteico substitui facilmente as proteínas deficientes no cozimento sem glúten.

A farinha de amêndoas tem sabor de noz, portanto, pense nisso quando for preparar sua receita. Ela combina bem com frutas cítricas e chocolate. Cuidado para não servir a quem tem alergia a nozes.

Dica: guarde a farinha de amêndoa na geladeira.

Importante: pode ser feita a partir da polpa restante da fabricação do leite caseiro de amêndoas. Ao substituir a farinha de amêndoa por polpa em uma receita, talvez precise aumentar um pouco a quantidade de óleo ou líquido, para adicionar novamente a umidade que é perdida no processo de produção de leite.

Farinha de trigo sarraceno

A textura da farinha de trigo sarraceno é ótima. Rica em proteínas e minerais, ela tem sabor forte, portanto, pense nisso quando for usá-la.

É ótima para biscoito de chocolate e crostas de tortas crocantes, especialmente torta de abóbora. Combina bem com chocolate, café, nozes e frutas. Pode usar em conjunto com outra farinha.

Dica: a farinha de arroz combina perfeitamente com a sarraceno. Use 50% de cada uma.

Farinha de milho

O milho é um grão resistente que gosta de absorver a umidade. Complementa uma grande variedade de alimentos. Essa farinha é rica em fibras, proteínas, ferro e fósforo.

O milho tem sabor marcante com textura macia. Use em receitas que tenham sabores leves, como frutas, baunilha e mel. E, para obter textura ideal, não use mais de 50% de farinha de milho. O ideal é usar 30% dela em qualquer receita para evitar o excesso de sabor.

Dica de uso:
– Fubá: bolos, sopas, mingau, broas, biscoitos, polenta, cremes, empanados e angu;

– Farinha de milho: bolos, broas, farofa, tutu, tacos mexicanos, pães e outros produtos de panificação;
– Flocos: virado, farofa, cuscuz e bolos.

Farinha de coco

A farinha de coco é muito densa, feita com carne de coco seca. Normalmente não substitui bem em receitas usando uma proporção de 1:1, e quase sempre se beneficia de ter um ovo na mistura. É rico em fibras e mais absorvente do que a maioria das outras misturas. Funciona bem em receitas que usam ovos, como panquecas de ovo e banana.

Farinha de arroz integral

A farinha de arroz integral é ótima para misturas em geral, mas não é indicada para substituir farinhas tradicionais na proporção 1:1. Entretanto, funciona muito bem quando misturada com outras farinhas sem glúten, como amêndoas.

Farinha de arroz branco

A farinha de arroz branco é mais clara que a integral, mas também não é indicada para substituir farinhas tradicionais na proporção 1:1 nas receitas. O ideal é fazer uma mistura com outras farinhas sem glúten.

Dica: pode ser usada como espessante.

Outras dicas:
– Adicione gomas. O efeito pegajoso criado pelo glúten pode ser simulado até certo ponto, adicionando goma guar ou goma xantana. Adicionar às receitas em pequenas quantidades, 1/4 de colher de chá por xícara de farinha. Fique atento pois, em muitas misturas comerciais de farinha sem glúten, as gomas já estão inclusas.

– Adicione proteína. O glúten é uma proteína, e na sua ausência, pode ser útil acrescentar alguma proteína às receitas. Exemplo: substitua meia xícara de água da receita por 1 clara de ovo.

– Guarde a farinha sem glúten na geladeira ou no freezer. Para mantê-las frescas, guarde-as no freezer, porém deixe-as atingir a temperatura ambiente antes de usá-las.

Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta
Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

(Foto: Divulgação)

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